Casa do Povo de Monte Real

A crítica social, a sátira, a má língua e o veneno de uma EKIPS sempre muito bem disposta!!!

quarta-feira, março 01, 2006

Afinal quem tinha razão era o Xico Martins

Sábado passado, fomos jogar o 1º torneio de equipas do ARDOG. O encontro estava combinado para as 9h00 na Antónia, mas só eu é que lá apareci à hora combinada. Logo a seguir veio o nosso dirigente e só depois as vedetas dos jogadores de primeiras, que podem sempre chegar à hora que lhes apetecer. Já estavamos um pouco atrasados, mas mais atrasados ficámos, depois de se verificar que faltava a chave da carrinha. O Ricardo tinha-se esquecido dela na CPMR e teve que ir acordar o Presidente. Entretanto, Romain, que na noite anterior tinha estado em altas, perguntou se era mesmo necessário ir jogar, ou se podia estar mais tempo na cama. Este parágrafo serve apenas para mostrar como se deve comportar uma equipa de profissionais.
Antes de falar do torneio propriamente dito, quero, desde já, endereçar os meus parabéns ao ARDOG, pela boa organização... bons prémios, excelentes condições para a prática desportiva, óptima confraternização e um repasto formidável.
Passando a falar do torneio. De manhã tudo correu às mil maravilhas, com destaque para as vitórias de Rocha e Serrano em pares, jogando com borrachas de picos. Não deram hipóteses nenhumas aos seus adversários. A parte da tarde já não correu tão bem. Apesar da chegada de uma estrela internacional, directamente vinda da Alemanha, José Silva, as coisas começeram a complicar-se. Decorria o minuto 69, quando uma entrada mais impetuosa deu origem a uma ligeira discussão entre os irmãos Silva. O burburinho foi aumentando de tom até final de jogo. No final, a tensão pairava no ar. Os pequenos gestos, as palavras mais curtas e imperceptíveis aos ouvidos menos atentos deram origem a um autêntico turbilhão de emoções (sempre quis dizer isto), que não passou disso mesmo. José Silva era o mais nervoso. Ainda chegou a ameaçar abandonar o torneio antes do jantar, mas Paulo Magalhães conseguiu pôr cobro à situação, dizendo que tinha um garrafão de 5 litros de vinho do bom no carro. Isto poderá dar azo à saída de José Silva da CPMR por causa de Nuno Silva, o mesmo motivo pelo qual Xico Martins abandonou a secção. Entretanto, a ekips fica mesmo reduzida a Nuno Silva. E agora, não sabemos se estes dois jogadores jogarão juntos no Distrital de Pares e muito menos se Nuno Silva irá ao casamento do irmão. Se isto se verificar, Xico Martins poderá ponderar a ida ao matrimónio. Veremos o que acontece. Apesar de todos os conflitos existentes, a ekips foi toda unida jantar. Lá é que nos entedemos. Sentados ao pé de nós ficaram Paulo Roque e Gil Fernandes do Louriçal. O "velho" seccionista ainda fez uma OPA para fazer a junção das duas equipas, mas Tó Roque lançou logo uma contra OPA, para que os atletas da CPMR passassem a jogar pelo Louriçal. Veremos o que isto dá no fututo. Durante o jantar falaram-se de vários assuntos, entre os quais, as idas às meninas. Ficou prometido, que Paulo Roque pagará a Romain para este se entreter sexualmente com uma mulher, caso o financiador possa assistir a tudo isso. O jantar foi muito bom, mas fiquei com uma dúvida. Afinal o Pascal é professor de quê? Matemática, Educação Física, Português, Filosofia? Espero que no próximo post já possa ter uma resposta para dar aos nossos leitores. Vocês sabiam que o Sarmento não é o Nsfadas, mas sim o Cuco? Mas é que é mesmo.... lol!
No final, como Rocha já estava a 200 à hora foi mesmo ele que teve que conduzir a carrinha. Por caminhos sinuosos e esburacados e com nevoeiro cerrado pela frente, nada melhor do que desligar os faróis de vez em quando para ver melhor. Chegámos inteiros... é o que interessa. Meus amigos, isto passou-se!!!

Nem um Campeão às claras, mas muitos às escuras

Nós bem tentámos. A preparação durante a semana foi muito intensa. Muito trabalho físico, visualização de vários vídeos dos jogadores adversários, acompanhamento psicológico, banhos e massagens e a elaboração de estratégias e tácticas para que nada corresse mal... mas tudo correu mal. Não conseguimos com que nenhum dos nossos atletas fosse campeão nacional de ténis de mesa. Por falta de sorte no sorteio, atraiçoados pelos nervos, piso em mau estado, mesas com poucas condições, redes que pendem sempre para os adversários, falta de cola, borrachas e madeiras em claro débito... são tudo motivos válidos para as paupérrimas classificações obtidas. Mas nem tudo foi mau neste campeonato...

Jogamos bem melhor às escuras e com comer à frente

Quando as luzes estavam ligadas, apenas estivémos bem numa mesa.... a do comer. Os atletas da CPMR foram um exemplo de enfardadeiras e lá foram recuperando e nalguns casos ganhando, tudo aquilo que tinham perdido durante os jogos. E quando a luz se apagou? Ai ai... os nossos adversários ficaram perplexos com o acontecimento e pararam os respectivos jogos, mas nós não. Era vê-los a jogar às escuras... que maravilha, que regalo para a vista (se bem que não se conseguia ver muito). Asneiras, moches com fartura, os nossos jogadores foram as grandes figuras... não menosprezando a luta titânica entre maceirences e louriçalenses.
A destacar neste torneio há ainda a capacidade de apostas de José Silva, que adopta estratégias infalíveis para ganhar dinheiro no Betadine. Temos também a elevada moral de João Cruz, depois de ter sido completamente cilindrado por um 3-0... "Ele não jogava assim tanto como vocês diziam. Perdi por 3-0 mas fui a vantagens no último set". Mas a morar é coisa que não falta a estes rapazes. Nuno Silva, mais uma vez, ganhou o torneio, pelo menos em palavras. Fica para o ano pessoal!!!